A diferença entre caixa e contas a receber

Quando você vende um produto ou serviço e gera algum dinheiro de renda, esse recurso adquirido pelo seu negócio é capturado pela entrada de caixa ou pela geração de uma conta a receber. A maioria dos proprietários de empresas compreende a diferença entre caixa e contas a receber, mas há diferenças sutis na gestão das duas nas quais muitos empresários escorregam. Isso pode parecer incrível, mas a maioria dos negócios são lucrativos. Eles na verdade geram mais vendas do que a soma de suas despesas. Porém, lucratividade e fluxo de caixa são duas coisas muito diferentes. Por não compreenderem essas diferenças, muitas empresas lucrativas são estranguladas por fluxos de caixa negativos.

Há uma forte tendência entre homens de negócios em administrar as suas empresas preocupando-se apenas com o “feijão com arroz,” isto é, unicamente com seus custos e lucros. Infelizmente, você não paga as suas contas com “feijão e arroz,” – você as paga com um fluxo positivo de caixa. Peguemos uma barraquinha de limonada: digamos que as vendas diárias são de 100 reais e as atuais despesas são 50. Além disso, vamos assumir que todas as despesas sejam despesas em dinheiro – coisas como limão, açúcar e água. Temos aí uma margem de lucro líquido de 50%. Nada mau, não é mesmo? Aqui está a distinção: se o dono da barraquinha só estiver aceitando pagamentos em dinheiro, além da sua sadia margem de lucro, ele estará gerando um fluxo positivo de caixa de 50 reais (vendas de 100 menos despesas de 50). Se, porém, a barraquinha estiver trabalhando exclusivamente com vendas “a crédito,” ele terá um fluxo negativo de caixa de até 50 reais (vendas de 0 menos despesas de 50). Uma margem de lucro líquido de 50% no papel nada significa sem um fluxo positivo de caixa.

[tweetthis]Por não compreenderem essas diferenças, muitas empresas lucrativas são estranguladas por fluxos de caixa negativos[/tweetthis]

Agora, apesar da simplicidade desse conceito, essa é uma área onde é muito fácil de se escorregar. Na prática, a maioria das pequenas empresas consegue manter essa dinâmica correndo bem. Existem alguns cuidados que devem ser tomados na administração apropriada de contas a receber e fluxos de caixa:

Cuidado para não virar um banqueiro. Lembre-se que quando você oferece crédito a um cliente, você está entrando na área dos bancos, além do negócio que você já tem. Pergunte a si mesmo: você quer ser um banqueiro? Muitas pequenas empresas dão crédito a seus cliente de uma forma automática, sem qualquer consideração se isso irá realmente aumentar as suas vendas.

Arranje alguém para examinar o seu fluxo de caixa lentamente junto com você. De forma ideal, este deveria ser o seu contador, ou alguém com experiência na leitura de lançamentos financeiros. Olhe cuidadosamente para um certo ítem, que é o fluxo de caixa de operações. Este talvez seja a métrica mais importante de qualquer empresa. Não deve haver nenhum vermelho nessa área.

Mantenha os seus prazos de recebimento mais curtos que os seus prazos de pagamento. Se você precisa mesmo de vender a crédito, tenha certeza de que o tempo que você leva para receber seja sempre substancialmente menor que o tempo que você leva para pagar as suas obrigações. Se você não conhece a terminologia, encontre alguém que saiba – preferencialmente a pessoa que examinou o fluxo de caixa junto com você.

[tweetthis]Não queira aprender a sua lição de fluxo de caixa pelo método da tentativa e erro.[/tweetthis]

Você sempre irá querer receber o dinheiro em um ritmo mais rápido do que você paga o dinheiro. Isso parece óbvio, mas existem empresas grandes, tocadas por gente inteligente, que são postas para fora do mercado por negligenciar essa dinâmica. Não ter esse balanço ao seu favor irá gerar um grande volume de ansiedade e de más decisões forçadas pela escassez.

Use o seu contador para algo mais do que manter os seus livros. A maioria das pequenas e médias empresas sub-utilizam os seus contadores. Isso deve-se a duas razões: primeiro, contadores muitas vezes vêem-se como nada mais do que gloriosos mantenedores de livros. Segundo, proprietários de negócios nunca desafiam seus contadores a dar-lhes conselhos. Se você não confia em seu contador como um amigo e conselheiro, você está precisando de um novo contador.

Seja o seu contador, ou alguém com experiência financeira em quem você confia, não é uma boa enfrentar essas questões sozinho. Não queira aprender a sua lição de fluxo de caixa pelo método da tentativa e erro. Nesse caso, o “erro” pode significar o colapso do seu negócio.

Marco Fernandes

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